Vários trabalhos mostram que a apneia do sono está intimamente relacionada à diabetes, aumento dos níveis de colesterol, obesidade, pressão alta e várias doenças cardiovasculares. Com o distúrbio respiratório, ocorrem quedas do nível de oxigênio no sangue e descargas de vários hormônios como noradrenalina e cortisol, além de aumento da resistência a vários outros como insulina e leptina. Isso faz com que pacientes com apneia do sono tenham tendência a ganharem mais peso, piorando a própria apneia e criando um ciclo vicioso. A resistência à insulina faz com que eles desenvolvam tendência a aumento dos níveis de glicose, colestrol e triglicerídeos do sangue. E as descargas periódicas de noradrenalina durante o sono aumentam o risco de crise hipertensivas, infarto, acidentes vasculares cerebrais e várias outras doenças cardiovasculares e cerebrovasculares. A tendência mais recente é que a apneia do sono seja inclusive considerada como critério diagnóstico de síndrome metabólica junto com aumento da circunferência abdominal, alterações no coesterol e na glicemia e pressão arterial aumentada.