Apnéia do sono é definida como interrupção do fluxo aéreo durante o sono com repercussões cardiovasculares e metabólicas bem definidas atualmente . Hoje considera-se que Síndrome da apnéia e hipopnéia do sono (SAOS) esteja diretamente relacionada com maior risco de várias doenças como hipertensão arterial sistêmica, infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico , síndromes metabólicas como diabetes, hipercolesterolemia e obesidade. Recomenda-se que todo paciente que seja hipertenso e esteja tendo dificuldades para controlar os níveis pressóricos apesar do tratamento adequado seja submetido a uma avaliação para a pesquisa de SAOS. O exame padrão para o diagnóstico é a polissonografia basal realizada em ambiente hospitalar e sob supervisão de um técnico. O paciente dorme no local com monitorização cerebral para estagiamento das fases do sono, monitorização ocular para avaliação dos movimentos oculares durante o sono , cânula nasal e termistor para detecção de alterações do fluxo e da pressão aérea , monitorização da musculatura do mento , cintas torácica e abdominal , monitorização eletrocardiográfica e por fim monitorização nos músculos das pernas. Em condições especiais e dependendo da indicação médica , podem ser acrescidos eletrodos nos masseteres na suspeita de bruxismo , no pênis para diagnóstico de possível impotência psicológica assim como podem ser colocados mais eletrodos cerebrais para aprofundar a pesquisa de focos epilépticos. Diagnosticada a SAOS , existem várias formas de tratamento dependendo do perfil do paciente, das alterações anatômicas das vias aéreas superiores e do esqueleto facial e da gravidade da apnéia. O mais importante é orientar o paciente sobre a gravidade e os riscos inerentes caso ela não seja tratada.