Aproximadamente 3 a cada 1000 crianças nascidas apresentam algum grau de perda auditiva o que pode trazer repercussões na aquisição da linguagem e na vida social. Existem vários métodos para detecção dessa deficiência. As otoemissões acústicas ( teste da orelhinha ) são o principal método de triagem auditiva feito no Brasil e quando há falha nesse exame , novos procedimentos são realizados como a impedanciometria e o potencial evocado auditivo de tronco encefálico ( PEATE ou BERA ) . Caso haja suspeita de perda auditiva sensorioneural , o BERA realizado com cliques dá uma idéia geral sobre o funcionamento da cóclea mas é insuficiente para o estudo detalhado dos limiares auditivos em cada freqüência do som. Para isso , existe o BERA freqüência específica no qual são testados os limiares auditivos em cada freqüência “mapeando” a função auditiva do paciente e permitindo uma reabilitação auditiva adequada. É um exame feito com sedação e demora em torno de 1 hora e meia. É essencial para uma boa adaptação a próteses auditivas uma vez que a regulagem da prótese por freqüência será feita de acordo com os limiares específicos, o que evita sub ou superamplificações, principal motivo de abandono do uso desses dispositivos pelos pacientes.