Vários pacientes que têm diagnóstico de Síndrome da Apnéia e Hipopnéia Obstrutiva do sono usam um aparelho de pressão aérea positiva continua ( CPAP) que tem o objetivo de evitar o colabamento das vias aéreas durante o sono. O mecanismo é simples. O aparelho vai simplesmente jogar o ar ambiente com uma determinada pressão na via áerea do paciente a fim de vencer a resistência existente e assim combater as apnéias e hipopnéias do paciente . Na grande maioria das vezes, não há a necessidade de suplementação de oxigênio, a não ser que o paciente tenha alguma doença pulmonar coexistente.Vários trabalhos científicos realizados em vários centros de medicina do sono ao redor do mundo mostram que essa modalidade de tratamento é altamente eficaz no tratamento dos distúrbios respiratórios do sono desde que seja utilizada todos os dias e pelo menos 5 horas por noite. Grande parte das complicações cardiovasculares e metabólicas da apnéia são revertidas com a terapêutica. Mas para que esse tratamento seja eficaz é necessário um acompanhamento pelo médico do sono. A apnéia do sono é uma doença progressiva , ou seja , uma pressão adequada hoje para tratamento de um paciente pode ser totalmente ineficaz em 2 ou mais anos. Além do mais , vários outros fatores têm que ser avaliados como o vazamento ( escape de ar pela máscara ) , a aderência do paciente ( número de dias de uso e quantidade de horas por dia ) e sobretudo a presença de apnéias e hipopneias mesmo com o uso do aparelho. Tudo isso é possível através da interpretação dos dados do cartão ou "chip" que existe na maioria dos CPAPs. O médico do sono deve interpretar esses dados averiguando a eficácia e identificando possíveis falhas do tratamento. Isso evita que o paciente tenha episódios silenciosos de apnéia já que os roncos desaparecem facilmente com qualquer pressão do CPAP , seja ela ideal ou não.