Os distúrbios do sono são cada vez mais frequentes. Pesquisa recente feita pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) mostrou que aproximadamente um terço da população da cidade de São Paulo não dorme bem. Como consequência disso, tem se observado um uso indiscriminado de medicamentos "tarja preta". No passado, essas substâncias eram consideradas de "primeira linha" no tratamento dos distúrbios do sono. O problema é que elas causam dependência e tolerância, inibem o sono profundo que é o sono mais restaurador, levam à perda de memória e aumentam consideravelmente o risco de quedas e de certas enfermidades como a Doença de Alzheimer. Além disso, pioram acentuadamente roncos e apneia do sono ao relaxarem a musculatura das vias aéreas superiores. Resumo da ópera: Cuidado com essas medicações! Atualmente, existem várias outras opções que tratam os distúrbios do sono sem esses efeitos colaterais e que podem ser prescritos pelo especialista.