Existem mais de 100 quadros clínicos diferentes que causam tontura e cada um é tratado de forma diferente. Isso faz com que o diagnóstico preciso seja primordial para o sucesso do tratamento. Hoje em dia , é inadmissível rotular todos esses quadros que se manifestam principalmente por tontura como “labirintite” e tratá-los da mesma forma . A Vertigem Paroxística Postural Benigna ( conhecida como VPPB ) , por exemplo, é provocada pelo deslocamento de cristais de uma região do labirinto ( utrículo ) para os canais semicirculares. Cabe ao especialista identificar o canal semicircular acometido e fazer manobras de reposicionamento para recolocá-los de volta ao utrículo.Estudo feito pela Escola Paulista de Medicina – UNIFESP mostrou que 80% dos pacientes têm seus quadros resolvidos com uma única manobra e esse percentual sobe para até 90% com 2 manobras seguidas feitas em uma única consulta.Sendo assim , não há necessidade de medicamentos nessa situação. Outro exemplo da importância do diagnóstico nos casos de tontura é a migrânea vestibular. Trata-se geralmente de uma combinação entre dor de cabeça com características de enxaqueca ( pulsátil, geralmente unilateral e às vezes acompanhada de náuseas e vômitos ) com tontura que pode ser rotatória ou não e durar desde minutos até dias . O tratamento ideal é feito com medidas de estilo de vida como evitar café,chocolate e doces , praticar exercícios físicos e não perder sono. Os medicamentos mais eficazes são os anticonvulsivantes e os antidepressivos e a melhora da qualidade de vida desses pacientes com o tratamento adequado é grande.