A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) caracteriza-se por uma obstrução do fluxo aéreo durante o sono levando a pausas respiratórias e consequentes diminuições do suprimento de oxigênio, o que leva a repercussões cardiovasculares e metabólicas (Aumento do risco de infarto cardiaco, acidentes vasculares cerebrais, arritmias cardiacas, hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto). Esses pacientes podem ser submetidos a diferentes modalidades de tratamento. Caso não haja necessidade de algum procedimento cirúrgico para correção de anormalidades anatômicas e na dependência do grau de apneia e de outros fatores, pode ser indicado o tratamento com o CPAP. Esse dispositivo é conectado ao paciente através de uma máscara nasal ou facial e joga o ar sob uma pressão determinada na via áerea a fim de evitar o colapso e assim permitir uma respiração normal durante o sono. É importante frisar que a indicação do tipo de CPAP assim como da máscara, do módulo de ajuste e de outras configurações são essenciais para a eficácia do tratamento e o paciente tem que ser reavaliado periodicamente através da leitura dos dados de um chip presente no interior desses equipamentos. Um erro bastante comum visto nos consultórios de medicina do sono é a presença de inúmeros pacientes em uso desse dispositivo sem nenhum acompanhamento e usando pressões inadequadas o que leva a terem episódios de apneia mesmo sob tratamento.