A definição clássica de insônia envolve dificuldade para iniciar ou manter o sono ou um despertar precoce ( acordar muito cedo ) obrigatoriamente associada a sintomas durante o dia como cansaço, fadiga , dificuldade de concentração e memória. É mais comum em mulheres e pode ser classificada em primária ( quando não é provocada por outras doenças ) ou secundária ( quando é sintoma de uma outra doença ) . Outra classificação bastante útil é aquela que a classifica entre inicial ( quando a dificuldade é para iniciar o sono ) ou de manutenção ( quando o paciente acorda várias vezes de madrugada após iniciar o sono ). Essa classificação tem uma implicação no tratamento uma vez que a forma inicial geralmente se dá por ansiedade e excesso de preocupações que o paciente leva para cama na hora de dormir. Diz-se que esses pacientes têm excesso de “atividade ruminativa” na cama e isso acaba atrapalhando o início do sono. Já a insônia secundária geralmente vem associada a problemas orgânicos como bruxismo, apnéia do sono , hipotireoidismo , etc. Aqueles casos onde a queixa é principal de despertar precoce ( paciente inicia o sono bem , mas acorda muito cedo e não consegue mais dormir ) geralmente estão associados à depressão. O tratamento, portanto , vai depender da causa e da forma da insônia . Caso alterações orgânicas sejam identificadas , o tratamento deve ser dirigido para a causa. Em casos de insônia inicial , uma excelente modalidade de tratamento é a terapia cognitiva comportamental ( TCC ) que aborda os problemas relacionados ao sono com algumas técnicas como restrição de tempo total de cama, intenção paradoxal e outras. Geralmente , os resultados são excelentes.No caso de haver necessidade de medicamentos, prescrevem-se hipnóticos de ação curta que são medicamentos que induzem o sono sem causar dependência nem tolerância . No caso do despertar precoce , medidas comportamentais como tentar dormir mais tarde e se necessário antidepressivos e hipnóticos de ação longa são bem indicados.