É comum escutarmos pessoas com queixas de que não escutam bem, não compreendem o que os outros falam ou que não têm desempenho satisfatório em cursos de língua estrangeira. Pessoas que sentem muito cansaço em ambientes ruidosos, crianças que falam alto, com trocas na fala, muitas vezes com rendimento escolar ruim e que repetem muito "hã?" ou "O que?". Apesar de todas essas queixas, fazem o exame auditivo e o resultado é normal. Pois bem, essas queixas são típicas de comprometimento do processamento auditivo. Mas o que é isso? O som, ao passar pelo ouvido, percorre as vias auditivas até chegar ao córtex cerebral, onde ele será “analisado”. Ao conjunto das habilidades auditivas que ocorrem nas vias auditivas e no córtex chama-se processamento auditivo. Essas habilidades são: detecção, localização, reconhecimento, discriminação, figura-fundo auditiva, fechamento auditivo e aspectos temporais da audição. O teste de audiometria, regularmente solicitado pelos médicos otorrinolaringologistas, avalia apenas a habilidade de detecção sonora, ou seja, a capacidade do indivíduo perceber a presença ou ausência do som. As demais habilidades somente podem ser avaliadas pelo que chamamos de Avaliação do Processamento Auditivo, consistindo em uma série de testes, escolhidos de acordo com a idade, a fim de avaliar todas essas habilidades. Crianças a partir de cinco anos, adultos e idosos podem ser avaliados e é comum realizarmos a avaliação em duas sessões de aproximadamente uma hora. Após a avaliação o paciente recebe relatório com o desempenho nas habilidades testadas, podendo receber tratamento e treinamento específico para o seu problema.