A polissonografia ( PSG) é o exame padrão ouro para diagnóstico da maioria dos distúrbios do sono. Consiste em um monitoramento de várias funções do paciente em sono natural como funcionamento cerebral, movimentos dos olhos, tônus muscular do queixo, fluxos aéreo nasal e oral , sensores de esforço respiratório, eletrocardiograma, oximetria além de sensores de ronco, posição e de movimentos de membros (pernas). Sucintamente , existem 4 tipos diferentes de polissonografia , chamados níveis 1,2,3 e 4. O nível 1 é aquele em que o paciente dorme em ambiente hospitalar com monitorização de todas as funções descritas acima e sob supervisão de um técnico para que , em caso de saída de algum eletrodo ou outra intercorrência, possa haver a correção do problema em tempo real.É o método mais consagrado , porém tem algumas desvantagens. A principal é que o paciente dorme em um ambiente estranho e tem que se adaptar à rotina do horário daquele laboratório de sono, ou seja, tem que dormir e acordar no horário de funcionamento do laboratório e não naquele em que é acostumado. O nível 2 é feito na casa do paciente e permite a monitorização de todas as funções que o nível 1. Sua principal desvantagem é a ausência de um técnico para corrigir eventuais problemas durante a noite. Para minimizar esse problema , uma conduta que tem sido adotada em alguns centros fora do Brasil e já disponível aqui em Teresina é a instalação dos eletrodos na casa do paciente já na sua hora habitual de dormir. Isso permite um exame fiel à rotina do mesmo assim como minimiza o risco de perda de sinal durante o exame. O nível 3 já é um exame mais simples: Permite o monitoramento apenas das funções cardiorrespiratórias e portanto deve ser utilizado apenas naqueles casos onde haja suspeita de distúrbios respiratorios "puros", ou seja, sem outras doenças do sono associadas e em pacientes sem comorbidades graves. Seu principal inconveniente é não identificar quando o paciente realmente está dormindo ou não o que pode levar a desvios no índice de apneia e hipopneia ( pode superestimar ou subestimar a severidade do problema ). O nível 4 serve apenas para triagem de disturbios respiratorios uma vez que avalia apenas a saturação de oxigênio durante a noite. Aqueles pacientes que apresentarem quedas severas ou recorrentes da saturação de oxigênio durante a noite devem ser melhor estudados com os níveis mais completos de polissonografia.